terça-feira, 9 de junho de 2009

ACHEI! Herói por um dia, Marcelinho guarda jornais do dia em que salvou o Fla


Se for perguntar aos flamenguistas quem foi Marcelinho, lateral da equipe em 2006, é provável que nove entre cada dez torcedores não se lembrem do jogador. Mas foi ele, Marcelo Luís de Almeida Carmo, na época o camisa 22 do Rubro-Negro, uma das peças fundamentais para que o Flamengo chegasse à final da Copa do Brasil – ano em que o clube viria a ser campeão do torneio pela segunda vez (1990).

No dia 18 de maio daquele ano, Marcelinho, hoje no Tupi, de Juiz de Fora (MG), teve a oportunidade de começar jogando a partida contra o Ipatinga - a segunda da fase semifinal – substituindo o titular Leonardo Moura. Diante de 44.645 pessoas, a equipe carioca não entrou bem em campo e levou um verdadeiro sufoco dos mineiros.

Logo aos dez minutos, os comandados de Ney Franco (hoje técnico do Botafogo), deram um susto na torcida rubro-negra. Depois da bola mal afastada pela zaga, Camanducaia apareceu para concluir e abrir o placar. O resultado dava a vaga para o Ipatinga, já que o primeiro jogo, em Minas, havia sido 1 a 1.

Mas não demorou para Marcelinho aparecer. Apenas três minutos depois, o lateral chutou cruzado, a bola foi rebatida pela zaga e, no rebote, ele mesmo bateu forte para empatar a partida e segurar o ímpeto mineiro. Emocionado, o jogador guarda até hoje os recortes de jornal do dia em que foi fundamental para o Flamengo.


- Foi um momento único, inesquecível. Minha família estava no jogo, o Maracanã cheio, foi especial. Tenho até hoje as imagens, as matérias dos jornais e o vídeo do gol. Foi muito importante o gol naquele momento, porque se não fizéssemos logo, a torcida ia começar a pressionar e o Ipatinga a apertar. Com isso, eles deram uma acalmada – conta o jogador, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

No segundo tempo, aos 21 minutos, Renato desempatou e garantiu a vitória dos cariocas. Na final, a equipe viria a vencer o clássico contra o Vasco. No primeiro jogo, 2 a 0 (gols de Obina e Luizão) e no segundo, 1 a 0 (Juan).

Não diferente do que a maioria dos jogadores pensa, Marcelinho sabe que foi especial jogar no Flamengo. O lateral revelou que sente saudades do clube e que não hesitaria em voltar, caso tivesse uma oportunidade.

- Sinto muita saudade. Não só do Flamengo, mas da torcida também, não tem como esquecer. Quem não quer jogar lá? É uma coisa linda. É complicado dizer se eu teria mais futuro no clube. Já tinha o Leo (Moura) e o Juan, dois jogadores de muita qualidade – lembrou.

Fonte:globoesporte.com

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